paz

Braveheart

Preferes ser aquele gajo porreiro comido por tudo e por todos?

…ou o filho da puta que luta pelos seus direitos?

Força guerreiro!

 

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Eu vim…

pra brigar!

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Que isto sem luta não tem graça!

Bronze da portuguesa guerreira Telma Monteiro.

E somos todos Silva! Parabéns Rafaela Silva pelo primeiro ouro do Brasil.

Fotos – INÁCIO ROSA/LUSA

 

 

 

 

pum

Pum de pantufas

Engraçado, dou um pum de pantufas (daqueles que pensamos que ninguém ouviu ou cheirou) a quilômetros de distância e logo tresanda em Portugal.

Ajuste direto. Pronto, saiu. Passados uns dia é ler a notícia nos jornais portugueses:

– Dinheiro Vivo: <https://www.dinheirovivo.pt/economia/ajustes-diretos-e-concursos-publicos-colapsam-e-ajudam-a-conter-defice/>;

– Observador: <http://observador.pt/2016/08/02/governo-esclarece-que-se-mantem-valores-limite-para-contratos-por-ajuste-direto/>;

– TSF: <http://www.tsf.pt/economia/interior/governo-quer-reduzir-a-um-quinto-valor-que-permite-contratar-empreitadas-por-ajuste-direto-5318105.html>.

Portal Transparência

Na contratação pública, que contratos podem ser celebrados por ajuste direto?

Estamo -Mainside (Ensaio de Vanguarda) – Contrato de Arrendamento Hospital do Desterro

O contrato é extenso, mas dando só uma vista de olhos fica-se logo a entender o funcionamento da função pública em Portugal. Segue o princípio unanimemente conhecido e consagrado em tudo o que é “nosso” no país – princípio do privatização dos lucros e socialização das perdas. Na banca foi assim, e a brincadeira continua…

Isto, claro, para além do ridículo do motivo da escolha da modalidade de contratação – por ajuste direto. Só existe uma corretora de imóveis em Portugal que sabe arrendar escritórios a artistas! A gente sabe quem são os artistas.

Monopólio, patrimonialismo, um dos sócios de várias empresas da Mainside é réu no caso BPN…Bem, as ilegalidades são tantas que o único problema é saber por onde começar.

Não esquecendo que o nosso “primeiro” está metido nisto. Esse contrato serve para termos uma noção de como a coisa (pública) funciona em Portugal.

E não me venham com ataques ad hominem que eu estou armado até aos dentes. A brincadeira vai ter que terminar um dia.

 

PRINCE – Vou Dar de Beber à Dor

Prince e Ana Moura – Portugal 2010

Foi no Domingo passado que passei
À casa onde vivia a Mariquinhas
Mas está tudo tão mudado
Que não vi em nenhum lado
As tais janelas que tinham tabuinhas

Do rés-do-chão ao telhado
Não vi nada, nada, nada
Que pudesse recordar-me a Mariquinhas
E há um vidro pegado e azulado
Onde via as tabuinhas

Entrei e onde era a sala agora está
À secretária um sujeito que é lingrinhas
Mas não vi colchas com barra
Nem viola nem guitarra
Nem espreitadelas furtivas das vizinhas

O tempo cravou a garra
Na alma daquela casa
Onda às vezes petiscávamos sardinhas
Quando em noites de guitarra e de farra
Estava alegre a Mariquinhas

As janelas tão garridas que ficavam
Com cortinados de chita às pintinhas
Perderam de todo a graça porque é hoje uma vidraça
Com cercaduras de lata às voltinhas

E lá pra dentro quem passa
Hoje é pra ir aos penhores
Entregar o usurário, umas coisinhas
Pois chega a esta desgraça toda a graça
Da casa da Mariquinhas

Pra terem feito da casa o que fizeram
Melhor fora que a mandassem prás alminhas
Pois ser casa de penhor
O que foi viver de amor
É ideia que não cabe cá nas minhas

Recordações de calor
E das saudades o gosto eu vou procurar esquecer
Numas ginjinhas

Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas